terça-feira, 14 de julho de 2015

“Crentes Possessos”

“Crentes Possessos” (Possessed Believers), da Editora Unipro, é uma daquelas raridades que você deveria ter em um baú ao lado da cama, como um tesouro. Confesso que demorei a me interessar por ele porque o título não me atraiu. Apesar de eu conhecer uma porção de crentes possessos (e de tê-los conhecido a vida toda — ouvindo vozes, vendo vultos, fazendo adivinhações, falando da vida alheia, nervosos, vazios, confusos, infelizes no amor, depressivos e doentes…tudo isso junto ou separado — já que nasci em “berço evangélico” e frequentei mais igrejas do que deveria), ler sobre eles não era meu sonho de consumo naquele momento.

 Foi minha mãe quem me deixou curiosa (ela é expert nisso): “Vanessa, você tem que comprar esse livro, é muito bom, todo mundo tinha que ler”. Pelo título, pensei que se tratava de uma obra sobre cristãos com problemas espirituais, mas Crentes Possessos, de David Higginbotham, é muito mais do que isso. Profundo, mas escrito em linguagem simples e de fácil compreensão para qualquer leitor, é um livro completo sobre libertação espiritual e um manual prático de como viver pela fé.

 Em minha opinião, ele é capaz de alcançar a todos os que não estão interessados em mera teoria, mas querem ver a fé prática, a que produz resultados, a que nos apresenta um Deus vivo — não importa se cristãos ou não. Por isso meu primeiro impulso foi sair recomendando o livro a torto e a direito. O segundo, foi doá-lo para a primeira alma que me apareceu pela frente sugerindo que tinha interesse em saber como funciona a fé prática.

Fiquei um ano sem conseguir encontrar outro exemplar para comprar, e percebi que a gente sempre tem de ter um reserva, para os impulsos altruístas…rs

Para quem acha que esse negócio de batalha espiritual não é bem necessário e que se deixar o diabo quieto, ele também nos deixará em paz, um aviso:

“Temos de entender que os demônios são terroristas. Eles não seguem regras. São implacáveis. Se o povo de Deus se levantar e resistir, os demônios serão forçados a se submeter. Porém, se ninguém mostrar resistência eles vão atacar a todos, sem levar em conta quem são e o que fizeram para merecer o ataque. Vão habitar em crianças inocentes e bebês que estão por nascer, naqueles que são vulneráveis ao lidar com traumas ou maus tratos; jovem ou velho, rico ou pobre, eles não se importam com quem destroem, contanto que seja uma vida humana.  (…)  Como cristãos, sabemos que, em nossa vida particular, o amor e a bondade têm de ser a base do nosso comportamento e caráter em relação aos outros. Contudo, em relação ao diabo e seus demônios, temos de ser terminantemente implacáveis – ou contra-atacamos com todas as forças, ou seremos atropelados!”
Mas ele não se limita a falar como o diabo age, nem a dizer como devemos expulsá-lo. Nem mesmo se limita a listar os sintomas de possessão, ou a dizer como se livrar deles. David conta sua experiência como missionário na África e você entende o porquê de aquele povo experimentar tantos milagres quando conhece a Deus. E também por ter histórias de manifestações sobrenaturais que não costumamos ver em outros lugares. Faz um paralelo com o povo dos Estados Unidos e você entende exatamente onde falta desenvolver mais a sua fé. Também há vários testemunhos de libertação e o testemunho de cura da esposa de David, Evelyn, que tinha ceratocone e estava perdendo a visão. É tudo muito forte! Sabe…TUDO? Do início ao fim. Ah, e também explica sobre fé e sobre os inimigos da fé, ensinando o caminho para se ter um relacionamento com Deus, afinal de contas, sem isso,  que libertação pode ser duradoura?

“A dúvida é a mãe do medo, da ansiedade e da preocupação. (…) A dúvida nos impede de alcançar a Deus e nos dá a desculpa perfeita para aceitarmos nossos problemas. Temos a falsa sensação de segurança quando abraçamos a dúvida: achamos que a fé é muito radical e não queremos arriscar o pescoço para crer, porque assim poderemos nos machucar. Duvidar parece seguro e pensamos que estamos sendo cautelosos, mas, no fim, ela nos distancia cada vez mais de Deus, nossa única esperança.

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